Aí que minha vida é um sarro. Se ouvir prosas estranhas resultasse em dinheiro, meu, eu estaria rica.
*No meu trabalho o chefe fez uma mini campanha do agasalho. Roupas usadas e novas foram doadas por ouvintes para enviar aos mais carentes. No final da tarde uma senhora foi até a rádio buscar algumas vestimentas, já que ouviu o anuncio. Eu e mais dois colegas de trabalho prestamos um atendimento phyno a ela. Entre as peças havia casacos, cachecóis, calças e blusas. Enquanto vasculhava as roupas, a tia tecia alguns comentários. Entre uma comentada e outra sobre as roupas, eis que ela solta a pégola. (Dimmy BBB, te dedico).
Tia - Aiiiiiiii, enfim achei uma calça saruel! Adoro essas calças.
Eu – Ah, sim! Elas parecem mesmo ser muito confortáveis.
Tia – Ai menina, me esbaldo nessas roupas. Sou pobre, mas tenho catiguria classe.
Eu – Hihihi, leva essa então, acho que vai ficar legal. (vendedora do Paraguai mode on)
Tia – É, vou levar essa mesmo porque não posso usar calça jeans. Calça jeans me dói o koo.
Pausa.
Nós cumprimentamos a vovó, saímos do lugar e né, caímos na gargalhada, porque oi? O que alguém faz ou deixa de fazer com a bunda, se prejudica ou não usar calças jeans, não me diz respeito. A gente podia ter dormido sem ouvir isso.
*À noite, na faculdade, enquanto conversa com algumas amigas, uma decidiu ir ao banheiro. Ao chegar ao recinto escolheu a privada de sempre, a porta de sempre, o pipiroom de sempre. Mas qual não foi a surpresa da minha ilustre e loura amiga ao levantar a tampa do vaso e se deparar com... com... pinturas abstratas na parte branca do mesmo. É, o negócio estava todo cagado borrado, meus queridos. Lembro-vos que se tratava de um banheiro feminino. F.e.m.i.n.i.n.o. Como estava muito necessitada e os demais banheiros estavam ocupados, resolveu fazer as necessidades ali mesmo, apoiada as paredes, porque né, sentar naquilo não ia rolar nem se Serginho Aloka fosse capa da G. Ao terminar o pípis, deu descarga e saiu. Mãs a natureza quis se vingar da filha da mãe, porca, relaxada, catinguenta garota que entupiu a privada. Sendo assim, quando a descarga foi acionada, tudo o que tinha ido por água abaixo voltou, fazendo o caminho inverso. Aí vocês podem imaginar a merda toda.
E o legal é que quando ela saiu do banheiro, todas as garotas da faculdade estavam esperando. Nunca na historia desse país se viu tanta menina junta. É possível que a cagona estivesse presente para saber se por acaso deu alguma merda no banheiro. Minha amiga tentou explicar que não foi ela a autora do rebosteio, mas ninguém acreditou. Também pudera: ela saiu com as calças na mão, desesperada e com cara de quem fez... merda. Eu também não acreditaria.
Enfim. Tô começando a duvidar daquele velho deitado que diz que mais vale ouvir esse tipo de coisa a ser surdo. Duvido, hein.